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Hoje conversando com um amigo muito querido no MSN recebi o seguinte questionamento: Por que as mulheres preferem os canalhas? Pensei com meus botões....e não cheguei a nenhuma conclusão.
Mas o que seria um homem canalha? O canalha normalmente é bonito (não é regra). Acreditem, tem CAFAS horrorosos pelo mundo, eles se acham e as mulheres ainda dão ibope pra eles. ECA!!
Nem sempre tem dinheiro e muito menos o conhecimento todo que demonstra ter. Na verdade o canalha tem mesmo é um bom marketing. Ele nos faz acreditar que é indispensável às nossas vidas quando não é, e que tem uma agenda lotada de compromissos quando não tem e ainda vem querer tirar onda com nossa cara quando não tem sequer uma coisa boa pra ser compartilhada. Ele vive de aparências, pega mulher em quantidade para autoafirmar sua masculinidade (um tanto insegura). Mente pra conseguir o que quer (às vezes consegue). E na maioria das vezes teve seu coraçãozinho literalmente destroçado por uma antiga namorada que o fez de gato e sapato. Quando você menos esperar ele te dará um chá de sumiço ou um pé na bunda. Detalhe importante: ele consegue quando encontra mulheres despreparadas, inseguras, burras ou mesmo no mesmo nível de canalhice que eles e no final podem se dar mal, porque existem mulheres canalhas por aí doidinhas pra se divertir com “esses” figuras marcadas com o velho chá de calçola e o famoso “xau, só usei você”! (adoro quando acontece isso, com os BAD BOYS é claro, os bonzinhos merecem nossa consideração)...rsrsrs.
De fato eles possuem algumas qualidades que realmente despertam o interesse feminino senão não seriam tão populares. São mais seguros, possuem ótima aparência e bom papo. Por mais que estejamos vivenciando uma nova postura de mulher contemporânea, lá dentro, mesmo que no inconsciente existe um desejo grande de ser cuidada. Esse desejo é descrito de forma bastante clara em Complexo de Cinderela de Colette Dowling, escrito em 1981 e considerado best-seller. É ele que faz com que nós mulheres fiquemos apegadas a alguém que talvez não nos proporcione o devido valor. Mas uma vez a mulher com sua auto-estima estabelecida, esta possui propriedade psicológica para escolher um homem de verdade.

Então como seria o homem de verdade? Eis algumas características:

• Ele não precisa ser salvo, não precisa de ajuda para saber quem é.

• Não é incrivelmente bonito, nem imensamente rico.

• Não é obcecado pela ambição, nem é supermacho.

• Ele não tem um defeito fatal que precisa ser eliminado.

• Ele não é extremamente interessante ou encantador.

• Ele não diz o tipo de coisas românticas que você sonha escutar — pelo menos, não até conhecer você há um bom tempo.

• Não é grosseiro nem desperta emoções muito fortes.

• Ele é realista, não precisa manipular uma mulher, sabe escutar.

• Compartilha responsabilidades, é honesto, é capaz de comprometer-se, quer que o relacionamento cresça devagar.

• Não força intimidade sexual.

• Sabe o que é o amor, o que significa um compromisso duradouro e encara ambos com seriedade. Não faz promessas até saber se poderá cumpri-las. Sabe como cultivar um relacionamento sem precisar recorrer a poemas de amor, telefonemas angustiantes, presentes inadequados, programas extravagantes ou confissões íntimas.

Desculpem canalhas, mas NÓS, mulheres PinUPS de verdade preferimos os fofinhos!!! Só eles merecem de nós tratamento VIP.

Por: Luciana Pacheco
(Post inspirado pelos amigos ALBERTINHO E TARTARUGA, adoro vcs!!!)





Cuidado com a Inveja (Zeca Pagodinho)

Cuidado com a inveja
Ela ainda te mata
Inez já é morta
E Marta morreu
Cuidado com a porta
Ela sempre se fecha
Pra quem tem a pecha de ser um
plebeu
Vê se larga eu
A raiva só faz mal pra quem tá com raiva
Teu olho grande pode te cegar
Se queres secar vai secar
pimenteira
Pra tua pimenta ficar devagar
Se eu ganho no bicho você fica
triste
Se eu mato uma gata você passa
mal
A minha alegria te deixa nervoso
O meu carro novo te irrita demais
Amigo coloca um amor no teu peito
Senão tua vida vai andar pra trás
Rapa fora Satanás

Designada popularmente de cobiça, olho gordo ou mau-olhado, há quem acredite que a inveja é capaz de destruir conquistas, esgotar nossa energia ou até mesmo secar pimenteiras conforme da música de Zeca Pagodinho. Chamada de “monstro de olhos verdes”, a inveja é considerada um dos sete pecados capitais, mas dentre todos os pecados certamente é o único que se esconde a sete chaves, além de ser o mais dissimulado dos sentimentos pois se reveste de sinceridade falando com voz de orgulho porém por dentro trata-se apenas de desprezo por algo ou por alguém que sabemos nunca poderemos ser. O indivíduo invejoso sente mais pesar pelo que o OUTRO tem do que por não ter. Da inveja nascem o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria causada pela desgraça do próximo e o desprazer causado por sua prosperidade.

Os terreiros (cito aqui apenas os terreiros que não possuem verdadeiramente a essência religiosa africana), se encontram lotados para realização de consultas amorosas e os famosos trabalhos de amarração. O que leva uma pessoa a desejar o esposo da outra, o emprego do outro, a se tornar a oficial, a destruir relações amorosas através de feitiçarias? Seria amor? Não, o impulso que as leva até lá para destruir o que é do outro de trata do tema desse post: A INVEJA.

Muitas vezes o indivíduo solta pequenos comentários para disfarçar sua verdadeira intenção como: NOSSA como você está bem! Cuidado com essas bajulações, ouvi uma história dia desses de uma moça que afirma que o brinco que acabara de estrear se estatelara chão sem mais nem menos após um elogio da amiga invejosa.......esse é o poder da inveja.

Na Divina Comédia, Dante concentrara o castigo divino nos olhos, colocando os invejosos no segundo patamar do Baixo Purgatório, envoltos em silício, colados numa parede rochosa e com as pálpebras costuradas com fios de aço. Seria mesmo um belo castigo.

A personificação mais célebre do teatro se trata de Iago (em Othelo, de SHAKESPEARE). Iago usa de artifícios para infernizar a vida sentimental de Otelo, um general mouro cujo sucesso na guerra e no amor ele inveja. Para conseguir isso Iago lança mão da suspeita contra a reputação de Desdêmona (grande amor de Otelo) Fingindo amizade, servindo de confidente, com malícia e astúcia, ele inocula em Otelo o ciúme, o desespero e a desconfiança.

A frase da emergente Vera Loyola confirma: “O Verdadeiro amigo não é aquele que é solidário na nossa desgraça, mas sim aquele que suporta o nosso sucesso”.
Quantas histórias parecidas no dia a dia não ouvimos?

Sílvia, 25 anos conta que na sua vida sempre colecionou olhares de desaprovação e comentários destrutivos por ser uma pessoa naturalmente extrovertida e simpática, mas sentiu realmente a fúria da inveja quando engatou um relacionamento com um rapaz popular e queridinho das mulheres. Logo no início percebeu que despertava muitos olhares furtivos e comentários sutilmente venenosos contra o novo relacionamento. A situação ficou ainda mais crítica quando Sílvia arrumara um emprego novo e passara a se vestir com mais elegância, e a frequentar locais mais refinados. “Quando você passa uma imagem de sucesso alguns se sentem felizes pela vitória, outros se sentem inferiorizados” – afirma Sílvia. Sílvia então se tornou alvo de fofocas dentro do ambiente de trabalho e universitário, que culminaram com o fim de seu relacionamento e sua demissão do emprego. “Não tenho dúvida nenhuma que o que ocorreu se tratou de mau-olhado. Tudo estava indo tão bem até que eu me tornasse o centro das atenções, quando isso ocorreu, a queda deu-se em pouquíssimo tempo. Se pudesse voltar atrás talvez tivesse adotado uma postura mais discreta”. - afirma Sílvia.

O uso de objetos ou amuletos para proteção contra esse mal é antigo. Na Grécia as pessoas utilizavam o dedo polegar entre o indicador e o do meio para bloquear os invejosos, daí surgiu a figa. A cor vermelha é ainda muito utilizada para o mesmo fim. Cientistas afirmam que o olho humano não consegue ficar muitos segundos fixando o vermelho por se tratar de uma cor muito vibrante ao cérebro. Muitas pessoas se utilizam de práticas religiosas populares para bloquear essas energias como garrafadas e rezadeiras para tirar o quebrante.

Voltando ao sujeito invejoso, este não suporta as diferenças, pois a inveja é o sistema regulador das desigualdades. Quem se encontra acima não cobiça de quem está embaixo, mas quem se encontra abaixo não quer admitir tal posição. Ao invejar o outro, o Invejoso naturalmente assume a posição de inferiorizado. Tudo se inicia com a comparação. O ser humano poderia ao invés de tomar como parâmetros o que o outro tem, olhar para si mesmo. Se o homem, ao invés de concentrar suas energias no outro e prestasse mais atenção ao seu próprio crescimento, certamente desenvolveria alta capacidade de evolução pessoal. Enquanto isso não ocorre protejam-se PIN Ups com banhos de sal grosso.


Por Luciana Pacheco - 05:20hs


Um coisa nos homens realmente me intriga. Por que ELES nos trocam sempre por mulheres piores que a gente? Veja bem, não pretendo gerar polêmica aqui sobre o que seria superioridade ou não num ser humano, pois quando o assunto é amor, a subjetividade entra em campo e não há regras para ele. Se aqui fosse um blog filosófico iríamos tratar desse assunto sob outros pontos de vistas. Que fique bem claro que cada um decide o que deseja pra sua vida e todos devem correr atrás da sua felicidade. Mas quando imaginamos um companheiro para nossas vidas pensamos sempre em alguém que tenha um caráter admirável, uma conduta correta, que tenha bom coração, enfim, que tenha atributos suficientes para nos deixar encantados por muito tempo. E assim decidimos iniciar uma nova relação. De repente algo desanda e levamos o famoso pé na bunda. Antes de sairmos do luto lá está ele com uma BITCH do lado. Você mal tem coragem de olhar para a criatura com medo dela ser tão linda como a Grazi Massafera, ou tão inteligente quanto a Marília Gabriela ou pelo menos riquíssima e poderosa como a Madonna. Mas não... ele te trocou por uma BARANGA com cara de dançarina de pagode de cidade do interior que escreve “MIM FAZER”, ou “AXIM” ou mesmo VC MIM AMA? Que não é nem inteligentinha, nem bonitinha muito menos riquinha. Aí surgem algum comentários de amigos próximos do casal achando que estão lhe ajudando a superar a deprê: “Amiga, vc viu a nova namorada do seu EX? Como é que você foi trocada por aquilo?” Afinal, o que é pior? Ser trocada por uma DIVA ou por uma questionável? Pelo menos é compreensível levar um fora por algo que se apresenta melhor do que nós. Tá....pode ser amor....ué o amor é cego, não é o que dizem por aí? Afirmo com certeza que essa não é a primeira vez na vida que você ouve uma história assim. Lembram da Lady Di? Uma mulher fantástica, linda e elegantérrima, com um valor humano admirável, levando um fora do maridão orelhudo que queria ser o tampax da Camila Parker (a bruxa do 71)? Não sei o que é pior. O que há de errado com esses homens, será que alguém pode explicar? Será que conviver com pessoas que estejam abaixo deles lhes façam se sentir mais seguros? Ou será uma forma de punição? Eles se sentem tão inferiorizados pela pessoa que namoram que decidem terminar e a forma de puní-las e fazê-las se sentir um lixo ambulante é aparecendo com uma baranga do lado? ONLY GOD KNOWS. O jeito é rir pra não chorar.

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Sim.....nós existimos! Passamos, lavamos, cozinhamos (ou tentamos pelo menos), gostamos de animais, trocamos lâmpada, pintamos e arrumamos nosso lar, nós lemos muito (ohhhh,isso é raro hoje em dia), e conseguimos ainda por cima fazer isso com muita sensualidade (lóoooogico que apenas para nossos queridos). Com todas as qualidades de uma legítima VINTAGE GIRL, como acham que queremos ser tratadas queridos? Com meia fidelidade, meio carinho, meio relacionamento, meio tudo? FORGET ABOUT DUDE, queremos um gentleman! Aprenda a se tornar um e poupe nossa beleza!
Lulu´s, andei lendo alguns blogs por aí e achei um post bem interessante sobre uma jornalista, renomada, experiente, que passou por situação semelhante, afinal, quem nunca encontrou um canalha na vida né? Se alguma teve essa sorte (veja que tal probabilidade é menor que ganhar 10 vezes na mega sena) aproveite a oportunidade antes de cair nas garras de um.

Manual básico pra identificar canalhas enrustidos

Visconde do Rio Branco (MG), 24 de dezembro de 2007

Pois é. Véspera de Natal, eu, aqui, enfiada na cidade de meus pais, Visconde do Rio Branco, perto de Ubá, terra de Ary Barroso.

A idéia de escrever esse blog foi uma forma de sobreviver a um imenso chute que levei há umas 72 horas. Mas o pior de tudo, o que mais dói é que eu, moça letrada, experiente, viajada, facinha, facinha, - mesmo, se é coisa que eu não sou é mulher difícil, juro -, acostumada à canalhada em geral, tinha certeza absoluta de que reconheceria um canalha de longe. Ãrrã, ãrrã... Fui pega no contrapé por um homem de bem; carinhoso; bem humorado; intelectual de estirpe; fofo, fofo; canalha que nem sabe; a perfeita tradução do que eu chamaria de canalha enrustido.

O http://www.suaexcelenciaocanalha.blogspot.com/ passa a ser, portanto, o canal para todas as moças que, metidas a espertas, já ficaram de quatro por canalhas que não são aqueles cachorros de carteirinha, mas são docemente cretinos, assustadoramente frouxos, terrivelmente perigosos por estarem tão bem disfarçados. Eu começo nosso relato com um manual pra facilitar a identificação desses sinais nesses moços legais, a partir da minha própria experiência, agora que, aos 41, acabo de realizar o sonho do canalha enrustido próprio e vivo aqui o que já é o pior Natal dos últimos tempos.

P.S.: Aos meninos: esse blog não pretende nunca, nunquinha, mesmo, generalizar. Não estamos aqui pra dizer que os homens são todos canalhas. Isso não é mais que um serviço; um chamado às moças que ainda estão virando a cabecinha pros homens de bem que aprontam feio lá na frente; um recado às futuras gerações. Canalhas de carteirinha, sei que vosso será o reino dos céus, já que, ao menos, fostes francos desde sempre!

Ao manual, pois:


CAPÍTULO 1

“O que você pretende com nossa relação?”


Isso me foi dito ainda no silêncio do depois, na cama, na primeira noite, ele, nu, eu, ainda com o vestidinho vermelho que tinha comprado pra dar prum empresário paulista que eu achava que era minha alma gêmea. Não era, fui a São Paulo e não dei, e o vestido ficou encostado num canto de casa pruma próxima oportunidade, que, aliás, veio em menos de um mês. Ainda tonta do que houvera, a cabeça em maresia, achei meio esquisito o cara vir falando de “relação” assim, logo nas primeiras horas.

Só meses depois fui descobrir que era um dos sinais. O canalha enrustido é assim: ele vai falando de relação, de namoro, com as metáforas mais estapafúrdias, te envolvendo num jogo de gestos e culpas que faz tanto mal e você se dana toda se cair na conversa do gajo, como, aliás, eu fiz. Na verdade, o canalha enrustido não tem compromisso com o que diz, muito menos com o que promete. E, por ser suuuuuuper fofo, você acha, mesmo, que o cara tá falando sério, tão perdidamente apaixonado, tão enlouquecido por você que não sabe nem encontrar palavras pra descrever o que sente – “enlouquecido” também é palavra cara aos canalhas enrustidos, o que dá um tom de paixão que, agora sei, nunca foi verdadeiro.

É aí o maior perigo: ele parece sincero, mesmo, vira a cabecinha, vira o olhinho, faz carinha de homem que tá gemendo sem sentir dor. No fundo, no fundo, acho que o sujeito é tão descompromissado com a verdade, que vai fingindo ser sua a dor que deveras sente. Ah, sim, citar poesias clássicas também é mania de canalha enrustido intelectual.


CAPÍTULO 2

“Ela é assim, uma espécie de minha semi-namorada.”


Pois é, ainda na mesma primeira noite, veio com essa história, o que parecia estratégia perfeita pra mostrar como ele era franco. Trata-se de uma mulher casada lá de seus 50 e tantos anos (o fofo, não falei, tem 60 e poucos – tá eu sei, eu sei, fui me meter na geração dos outros, me fudi). Os dois estão juntos há dois anos. Falaria “estavam” há uns 10 dias, mas a questão é que, no fundo, no fundo, ainda estão.

Por que que eu sei? Porque há alguns dias, quando O chute me foi dado, no fim da conversa em que ele explicava suas razões pra não agüentar uma relação tão “trabalhosa” quanto a nossa, ele meteu um “inclusive, a semi-namorada voltou de viagem (ficou fora uns dois meses), me ligou e eu percebi que não conseguiria terminar com ela”. Não sei se muita gente aí viu A Última Tentação de Cristo, mas a imagem que me veio quando o cachorro me veio com essa foi a cena do “anjinho” loirinho lindo, lindo, que assedia Jesus na cruz. O filho de Deus dá bola pro “anjinho” e cai na tal tentação do título, pra descobrir lá na frente que tratava-se do capeta em pessoa.

A lógica do meu ex canalhinha é a seguinte. A vida só faz sentido se não houver uma relação de compromisso com uma mulher, coisa muito, segundo o fofo, “trabalhosa”, o que é, no conceito de nosso herói, qualquer coisa que tenha que ficar dando muita explicação, qualquer coisa que tenha que se ajustar a partir da rotina de um e de outro, etc, etc, etc.

Descasadão, relação “estável” com senhora casada era o que de mais seguro e tranqüilo poderia lhe ocorrer - em suas palavras, uma coisa "sem riscos". Mas, enfim, aí, pintei eu; fui logo dando (já falei que sou facinha, facinha); e, aí, uma parente da fofa adoeceu lá na casa do chapéu. Ela teve que sair de cena, e a gente ficou aqui se pegando; ele, jurando que, quando a moça madura chegasse, iria despachá-la. Não, na boa, ele falava isso com uma sinceridade de monge, às vezes, eu achava que o olho até marejava, voz em falsete, cabecinha viradinha - o cara era bom! Claro que a tese da viagem da fofa, hoje, está totalmente sob suspeita.

Também jurava que daqui a pouco iria contar pra ex-mulher que estávamos namorando suuuuuuper-sério. Claro que demorou e claro que já era um sintoma.

CAPÍTULO 3

“Eu venho sempre pra sua casa, meu amor, pra você não se cansar”

As coisas só começaram a ficar feias quando fui percebendo que ele não contava pra ex-mulher de jeito nenhum sobre a gente e nem me deixava ir à casa dele. “Eu venho sempre pra sua casa, meu amor, porque sou um cavalheiro, pra você não se cansar”. Sei, sei. “Dá um tempinho, meu amor, em janeiro, eu conto.” O que só hoje eu sei é que janeiro era justamente o mês logo depois da chegada da semi-namorada e que ele, no fundo, tava era ganhando tempo pra decidir o que fazer. E não duvido nada de que a tese do janeiro possa ter sido contada pra semi, numa versão adaptada, claro.

Aí, ficou irritadinho com uma discussão que tivemos sobre organização do réveillon (teve a ver com minha situação de namorada clandestina, uma espécie, assim, de amante de homem solteiro), a senhorinha casada ligou, marcaram de se ver no fim de semana antes do Natal, e eu dancei. Ah, a cerejinha do bolo: eu viria pra Minas no sábado, mas decidi vir no domingo. Quando informei a mudança ao fofo, o bichinho ficou verde. O que só agora eu sei é que deveria ser um sinal de que ele já tinha marcado de encontrar com a semi. Dã. O melhor é que meu canalhinha enrustido não sabe mentir, dava umas bandeiras horrorosas e, ok, mea culpa, eu só tô na merda hoje porque bem virei a cara prum monte de sinais.


CAPÍTULO 4

“De certa forma, acho que estou te pedindo em casamento”


Antes de o mundo acabar pro meu lado, o fofo chegou a me pedir em casamento. Eu juro. Só não percebi a quantidade de dúvidas que havia numa única frase, quando ele mencionou o assunto pela primeira vez. Claro que só agora percebo minha antice. Como assim “de certa forma”? Como assim “acho”? Anotem aí: o canalha enrustido não afirma nada com certeza; tem horror ao absoluto; tá sempre “achando”.

Claro que a anta aqui também não desconfiou por que diabos o discurso dele foi mudando. O bom e sempre eficaz “quando a gente for morar junto...” foi virando “se a gente for morar junto...”. Logo em seguida, passou pruma coisa distante, distante, quando a nossa vida financeira melhorasse, o que até achei sensato - minha vida tá o caos, todo mundo sabe disso. O que me irritou foi, durante o chute, ele ter mandado “a gente já tinha adiado, mesmo”. A gente, quem, cara pálida? O que fizemos foi traçar um plano de médio prazo, ou não? Não, claro. Eu sei. Anotem também: o canalha enrustido vai torcendo e distorcendo a realidade das próprias coisas que fala pra, no momento exato de te confundir e cair fora, tentar provar que você é que é louca; e ele, o cara mais sensato do mundo. Homem-elipse é também uma boa alcunha pra canalha enrustido.

CAPÍTULO 5

“Você acha que qualquer coisa é manifestação amorosa”

Também ouvi essa na mãe de todas as conversas. Pensei, pensei, pensei, já tinha ouvido que a senhorinha casada já tava de volta e que ele a preferia por ser uma relação sem riscos, sem cobranças. Eu babava de ódio. Depois fiquei pensando e joguei na lata do fofo: “Meu amor, coisas como “eu amo você”, “eu quero você na minha vida”, “eu quero casar com você”, é... bem... me parecem, sim, manifestações amorosas" - o último "eu quero casar com você" foi dito, com ênfase, questionador, como se duvidasse de que eu também quisesse, aliás, quatro dias antes do chute.

Quando cobrei isso tudo, principalmente a promessa que ele fizera, nu, sentado à beira da minha cama, de dar a coletiva de imprensa pra família em janeiro, passei pelo ridículo de ouvir: “São coisas que a gente diz por dizer”. Quando cobrei os planos de morar junto, levei na fuça: "Falei porque foi você quem me envolveu".

Sabe quando você escreve alguma coisa que jura que tá certo, o Google manda "você quis dizer...", te corrige, e você fica com vontade pedir desculpas ao computador? Pois é, o palhaço quase me fez pedir desculpas por tê-lo envolvido tão covardemente, tadinho. Outro talento que o canalha enrustido tem sempre na manga: quando você vê, já tá pedindo desculpas.

Ah, também no meio de uma das últimas discussões me chamou pelo nome da ex-mulher e, ao menos uma vez, ao se referir à casa onde ela mora, onde os dois moravam, vale ressaltar, disse “vou lá em casa”. Isso tudo num período de menos de 10 dias, os últimos dos quase quatro meses de toda a ladainha. O pior é ter feito cara de santo, como se nada tivesse acontecido, quando trocou meu nome, achando um absurdo eu estar furiosa, no melhor estilo canalha-enrustido-bom-é-canalha-enrustido-sonso.


CAPÍTULO 6

“Se seu presente de Natal passar de R$ 20, eu não compro”


Tudo bem que a gente tava duro, e que o combinado seria gastar pouco, mesmo. Mas o melhor foi saber que o teto do meu presente - chute já se avizinhando - seria a metade do que ele pretendia gastar num CD prometido a uma, adivinhem?, “amiga”. Aliás, não, eu exagerei na frase anterior: o melhor, mesmo, foi ele pretender gastar metade comigo e me contar, assim, na lata.

Bem feito pra mim, quem manda ser uma namorada "trabalhosa"?

CAPÍTULO 7

"Não me lembro de ter dito isso"

Um último aviso: nada do que acontece ao canalha enrustido, nada do que o próprio faz é culpa ou responsabilidade dele. E, quando acaba o estoque de argumentos pra contradizer descaradamente o que disse há dias, o bonitão irá sempre apelar pro bom e velho "não me lembro de ter dito isso". Vale pra "eu amo você".


EPÍLOGO

Agora, que concluo o relato, acaba de me cair a mãe de todas as fichas. Me lembrei que há uns meses, numa mesa de bar, com uma amiga em comum, ela brincou com o meu amorzinho sobre uma moça que contou ter sido casada com ele (casada = morou junto). Meu doce enrustidinho jurou, com a cara mais fofa, mais frágil, mais injustiçada do mundo, cabecinha viradinha, que a mulher era maluca, e que eles tinham apenas namorado, que não tinha sido nada sério. Eu pensei, na hora, "nossa, que louca, que mulher confusa, ninguém mistura uma coisa dessas". Pano rápido.


Essa versão do manual aí, embaixo, é da Cris, que é a poeta do http://www.devaneioslíricos.blogspot.com/, mas que também num tá aqui pra fazer papel de palhaça.

Sua excelência, o lobo em pele de cordeiro

Sim, os canalhas. Isso é tópico que pode inspirar conversas e textos varando a madrugada da nova era de Aquarius que começa. Eu, uma indivídua desconfiada e com grande tendência pessimista, fui nascer com um defeito que pode funcionar como isca principal de canalhas: o romantismo. É, eu quero um amor de cinema. E, fora da ficção, todos os Mel Gibsons são canalhas e não têm bundas tão bonitas. Mas a lábia... ai, a lábia...

Não sei se é possível evitar o encontro com canalhas, e talvez até isso nem seja indicado. Canalhas são uma lição de vida, assim como pragas mundiais, guerras e morte em família. Mas tem alguns sinais de alerta. Dicas sutis que podemos identificar, para tentarmos desviar o caminho dos lobinhos. Rozane já deu as dela, agora aí vai o meu manual. Quanto mais informação melhor.

1) Não sei como aconteceu, não tive controle.

Os canalhas têm a tendência a pensar que em determinados momentos eles têm ausências, e um ET repugnante e asqueroso, vindo do planeta "meu cérebro é o pênis", domina seu corpo e controla suas atitudes. Alow, como assim não pôde prever? E naquela hora que a mulher deu uma piscada e te chamou de gostoso? Isso não te disse nada? Em algum momento sempre dá para interromper um fluxo, menos na hora da gozada.

2) Gosto muito de você, mas tenho medo de me envolver.

Medo de se envolver. Essa é boa. Nas entrelinhas, podemos ler: "vamos continuar transando, mas não me envolvi com VOCÊ, logo não vamos namorar". Sim, porque medo de se envolver até existe, mas ninguém deixa de viver o envolvimento, mesmo com medo, se estiver envolvido. É redundante, mas é fato. Não tem melhor maneira de explicar.

3) Acabei de sair de um relacionamento longo.

E daí? A pessoa namorou um tempão, agora vai fazer alguma diferença se namorar de novo hoje ou daqui a um mês? Cada mês de solteirice é um mês a menos de relação no passado? Os canalhas podem ter descoberto a máquina do tempo e não sabemos, hein.. Não, não... isso aí tá mais pra desculpa que se encaixa perfeitamente na definição do tópico 1.

4) Tudo pela bucetolatria: "você é linda", "quero ficar contigo todos os dias", "você é especial", "como é bom estar aqui".

São muitas frases possíveis para expressar uma mesma idéia: "quero te comer". Sim, porque os canalhas carregam consigo um manual mental com frases prontas, ideais para iludir as bobinhas e as desconfiadas, porém românticas.

5) Sou muito sincero.

O cara se esconde numa sinceridade falsa que permite que ele diga qualquer atrocidade do planeta e você pense: "Bom, pelo menos ele foi sincero". "Sim, eu realmente como as mulheres e depois sumo". Tá na sua mão. Ou você transa, sabendo que será descartada, mas sempre como uma esperança de "ah, ele foi sincero, baixou a guarda, me deu brecha", ou vê a merda que ele disse "na base da sinceridade preocupada e atenciosa" e sai correndo.

6) Relacionamentos passados me traumatizaram.

Canalhas não precisam de madres terezas de calcutá. Não, você não pode salvar um canalha. Ele é assim. Ele nasceu assim. Ele tem um relacionamento doentio com a mãe que só o psicanalista resolve. Também não pense que você vai resolver o problema deixado por uma filha da puta de uma representante do seu sexo que estragou um indivíduo que podia ter algum sentimento, mas acabou virando canalha. Até porque temos que ser gratas a mulheres que atuam como eles. Apesar de estragarem homens, elas são a nossa vingança mais suculenta. Toma do próprio remédio, lobo!

Essa é de outra amiga, que tá em plena arapuca:

Sua excelência, o Crise Existencial

Você nos pediu para colaborar. Para contar a história de uma canalhice enrustida e eu me lembrei de duas. Mas, envolvida ainda nas histórias, não deu linha. Fora e-mails para os canalhas, pedindo amor, carinho, perdão. Hoje, de um deles eu me livrei, parcialmente, já que ainda tenho umas recaídas de ligar “pra saber como você está”. Mas não beijo, não dou e morro de raiva quando encontro: um luxo só.

Do outro, bem, do outro... O canalha enrustido vem dia 2 de janeiro, eu, numa ressaca que me fez deixar de beber, cheio de crises existenciais, eu achando lindo, dizendo que precisava equilibrar melhor a própria vida, que depois do divórcio – traumático, claro – tinha se dedicado às baladas com um afinco incrível, que queria tirar o atraso, que nunca tinha sentido, mas que, se a malvada que o deixara, o deixara por uma vida mais emocionante (com alguém mais emocionante, quiçá), ele a teria, a tal da vida maravilhosa, dos amigos maravilhosos, das noites descoladas, dos drinks brilhantes.

Mas, aí, dois anos sabáticos depois, bateu nele a ressaca metafórica que já tinha batido em mim. Eu achando lindo ser aquele ouvido às quatro da manhã, incitando-o ao equilíbrio, menos trabalho (porque também é um workaholic), mais família, especialmente o pai, que só procura quando está carente, e mais sensibilidade com as meninas. Com a menina, comigo. Que as outras, vocês me desculpem, mas as outras querem que meu canalha que se danem. Eu vi primeiro. Pois é. Eu não sou a Ava.

Depois do desabafo, um encontro no dia seguinte, tudo lindo, dormindo de conchinha, o canalha, que, em três meses de toma-lá-dá-cá, sempre corria para o outro lado distante da cama, me abraçando apertado uma noite inteira. Eu, bobinha, doida para acreditar que tudo ia mudar daqui para frente, e que ele ia mudar, ser o que aparenta, e não ser o que é.

E aí, sábado à noite, um amigo gente boa toda vida, desses que você se pergunta por que você não se apaixonou por ele e ele por você, já que é incapaz de magoar uma mosca e fica se envolvendo como você com os/as piores escroques do planeta, chama para sair. Coitado, tomou um pezão há pouco tempo, e ainda é gato, lá vai você fazer fita do lado do moço na boatinha. E aí, vocês estão lá, sentando o pau nos filhos das putas que os abandonaram quando adentra o recinto quem? Quem? Quem? É, o crise- existencial-nesse-ano-novo-vou-equilibrar-trabalho-romance-balada-de-modo- inteligente. Você treme, claro, ele podia ter te chamado, né? Ele deveria ter te chamado se todo o momento conchinha fosse para durar.
Mas não, ele deixou o celular desligado em pleno sábado à noite. Te cumprimenta. Você lá fazendo cara que está achando tudo lindo, não vai brigar com o rapaz. Apresenta o amigo, muda o tópico da conversa para insetos e aí passa um vestido vermelho. Não, não é recalque: ela não era bonita. Também não era feia. Parecia a Betty Boop depois de uma crise de bulimia: ou seja, tem tudo para ser fetiche, mas de tanto ser fetiche já ficou meio baqueada. E ele sai: Perái que vou ali. E some. Puft.

Então, horas depois, passeando com o amigo pela boatinha entre uma garrafa d’água e outra – lembrem-se: eu parei de beber –, o canalha está lá jogando videogame com a outra. Tudo bem. Eles não estavam se pegando, mas sabe a traição intelectual que é isso para uma nerd? Eu me fazendo de durona, superior, super classuda. Finjo que não vi e não liguei e desapareço das vistas do casalzinho com meu amigo gente boa.

Passa mais um tempo, o canalha enrustido volta serelepe, suado, e vem logo com carinho nas minhas costas. Era um código estabelecido muitas noites antes nessa vida frenética de boatinha onde já se passou o rodo em geral – anos sabáticos, sabe como é: era um jeito de dizer que tinha gente no recinto com as quais a gente se importava e não queria humilhar/machucar, mas um jeito também de dizer que estava ali, junto.

Eu era a felicidade em pessoa. Até o vestido vermelho passar de novo. E ele mandar outro “peraí”. Fiquei lá, hanging on to my ego, conversando com o amigo gente boa como se nem fosse esse o da vez na longa lista de sapateadores do meu coraçãozinho. Hanging on no código do carinho nas costas, esperando que no fim da noite ele fosse embora com quem? Não, não com a do vestido vermelho.

PS: Removi o post anterior porque, curiosamente – Freud explica TOTAL – escrevi “noites deslocadas” em vez de “descoladas”. Só para vocês saberem mais das nóias. (rs)
Pois então queridas LuLus, eles estão cada vez mais convincentes, andam estudando técnicas PNL (Programação Neurolinguística) para aprender a seduzir mulheres como nós: INTELIGENTES, como pode? Não podeeeeee. Se ainda não leram nada sobre o assunto busquem no 4shared.com ou até mesmo no orkut que encontrarão material vasto sobre essa nova técnica que promete seduzir até a mais fria e calculista da turma da luluzinha. Vou até postar o link pra que comprovem que armas esses canalhas estão utilizando para nos deixar de quatro. Reparem:
http://www.4shared.com/file/34259208/de459c28/_2__Persuaso_-_PNL_e_Hipnose_aplicadas__Seduo.html?s=1

Baixem essa MELECA (no sentido de revolta minha feminina....... até que faz sentido essa psicologia toda) leiam e aprendam alguma coisa porque da próxima vez pelo menos temos chance de sacaneá-los primeiro (os canalhas, lógico q sem generalizar)rsrsrs, os bonzinhos não merecem isso.
Eles estão diferentes, dizem que mulher de verdade hoje está raro (como assim? estamos aqui!). Não querem nada muito moderno nem careta demais, não saem de casa sem passar perfume, choram e explodem como numa TPM masculina. What a fuck is this?Alienígenas disfarçados? Resposta ao feminismo? Algum vírus mutante de cervos da América do Norte? Se você, mulher como eu, está cansada de tentar entender, mas sonha em encontrar um manual para todos os comportamentos masculinos, seja bem-vinda! Não queremos admitir mas eles são o assunto número 1 do Clube da Luluzinha!!! (admiti e ponto!)